Turismo em Portugal acelera em maio com receitas a subir 5,8%
A atividade do alojamento turístico em Portugal ganha ritmo em maio, num arranque da época alta marcado pelo aumento de hóspedes, dormidas e receitas. O setor soma 3,3 milhões de hóspedes e oito milhões de dormidas no mês, enquanto os proveitos totais atingem 755,7 milhões de euros.
Destaques
- Proveitos totais do turismo em Portugal aumentaram 5,8% em maio para 755,7 milhões de euros, acelerando face ao mês anterior.
- Grande Lisboa lidera receitas com 30,6% dos proveitos totais, enquanto todas as regiões registam crescimento dos proveitos em maio.
- RevPAR atinge 84 euros (+0,7%) e ADR sobe 2,4% para 130,9 euros, com Madeira (+9,5%) e Alentejo (+9,2%) em destaque no ADR.
Receitas crescem acima da procura
Os indicadores financeiros do setor continuam a expandir-se em maio, com os proveitos totais a subirem 5,8% para 755,7 milhões de euros e os proveitos de aposento a aumentarem 4,8% para 575,1 milhões de euros. O ritmo representa uma aceleração face ao mês anterior e sugere maior capacidade de monetização numa fase de entrada na época alta.A Grande Lisboa concentra a maior parcela das receitas, com 30,6% dos proveitos totais e 32,4% dos proveitos de aposento. Seguem-se o Algarve, com 23,7% e 22%, respetivamente, e o Norte, com 17,2% e 18%, num quadro em que todas as regiões registam crescimento dos proveitos.
O rendimento médio por quarto disponível, RevPAR, atinge 84 euros, o que traduz uma subida homóloga de 0,7%, em linha com abril. Já o rendimento médio por quarto ocupado, ADR, cresce 2,4% para 130,9 euros, com a Grande Lisboa a apresentar o valor mais elevado, de 171,4 euros, seguida da Madeira, com 140,4 euros.
No desempenho regional, o RevPAR mais elevado observa-se na Grande Lisboa, com 133,9 euros, e na Madeira, com 111,3 euros. Os maiores aumentos surgem no Alentejo, com 17,8%, e nos Açores, com 6,3%, enquanto a Grande Lisboa regista o principal recuo, de 6,2%; no ADR, os avanços mais fortes verificam-se na Madeira, com 9,5%, e no Alentejo, com 9,2%.
No nosso artigo anterior sobre o investimento hoteleiro em Portugal, analisámos a estratégia de expansão do Grupo Vila Galé, baseada no reinvestimento, na recuperação de património e na criação de valor nos destinos onde opera. Destacámos o crescimento da rede para 52 hotéis e os novos projetos até 2028, num setor que enfrenta pressão de custos, financiamento e escassez de mão de obra.
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