Governo propõe subsídio mensal de 135 euros para polícia de fronteiras
O Ministério da Administração Interna avança com um novo suplemento para os profissionais da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP. A medida deverá começar a ser paga no fim de julho e prevê um reforço do valor para 160 euros em 2027.
Destaques
- O governo propôs um subsídio mensal de 135 euros para profissionais da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, com início previsto para o final de julho.
- O plano apresentado por Luís Neves prevê aumentar o subsídio para 160 euros mensais em 2027.
- As associações da GNR exigem que o benefício seja estendido à Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras, enquanto temas salariais da PSP permanecem sem resposta.
Proposta de suplemento e calendário
Como apurou o Correio da Manhã, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, apresentou aos sindicatos da PSP um novo subsídio destinado à Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, com o objetivo de pagar 135 euros mensais a cada profissional.A proposta foi apresentada numa reunião realizada na segunda-feira e, segundo o plano explicado pelo governante, o pagamento deverá arrancar já no fim de julho. O mesmo modelo prevê um aumento do suplemento para 160 euros em 2027.
Expectativas de outras forças e temas por fechar
As associações sócio-profissionais da GNR, também recebidas por Luís Neves, indicam que esperam acesso à mesma remuneração para os elementos da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras.Do lado da PSP, os sindicatos esperavam ainda propostas concretas sobre aumentos salariais e sobre a revisão do estatuto profissional. Esses temas, porém, não foram discutidos no encontro, mantendo em aberto uma parte relevante das reivindicações das estruturas representativas.
Na nossa publicação, abordámos a proposta da Anafre para duplicar, em quatro anos, a participação das freguesias nas receitas fiscais, de 2,5% para 5%, no âmbito da revisão da Lei das Finanças Locais. O objetivo é reforçar o financiamento das juntas para manter e expandir serviços essenciais, sobretudo no interior, num contexto de críticas ao Orçamento do Estado e de pressão para uma maior descentralização financeira.
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