PJ desmantela alegado esquema de regularização fraudulenta de imigrantes na região Centro
Uma investigação criminal sobre imigração ilegal e fraude documental leva à detenção de cinco suspeitos, incluindo um chefe de serviço das Finanças na região Centro. O caso centra-se num alegado esquema que, segundo as autoridades, terá permitido a regularização fraudulenta de milhares de cidadãos estrangeiros em Portugal ao longo de vários anos.
Destaques
- Operação da PJ resulta em 16 buscas, apreensão de três armas de fogo, equipamento informático, documentação e cerca de 50 mil euros em numerário.
- Cerca de 90 inspetores e especialistas participam na ação que deteve suspeitos entre 33 e 55 anos, agora sujeitos a medidas de coação judicial.
- Investigação intensifica pressão sobre mecanismos de controlo documental e risco de abuso de registos fiscais e contributivos em Portugal.
Apreensões e impacto no controlo migratório
Segundo Correio da Manhã, na operação são realizadas 16 buscas, das quais resultam apreensões de documentação relacionada com processos irregulares de regularização de cidadãos estrangeiros, equipamento informático, três armas de fogo e cerca de 50 mil euros em numerário.A ação mobiliza cerca de 90 inspetores e especialistas da PJ, com apoio da Diretoria do Norte, dos Departamentos de Investigação Criminal de Aveiro, Leiria e Guarda, bem como de unidades de perícia tecnológica, financeira e de armamento. Os detidos, com idades entre os 33 e os 55 anos e sem antecedentes criminais, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
O caso surge num contexto de várias operações recentes divulgadas pela Diretoria do Centro, também dirigidas a redes suspeitas de facilitar a regularização ilegal de milhares de imigrantes. A investigação reforça a pressão sobre os mecanismos de controlo documental e sobre o risco de uso abusivo de registos fiscais e contributivos em Portugal.
Na nossa publicação anterior sobre a Operação Eclipse da PJ, descrevemos uma alegada rede internacional que terá usado 11 empresas-fantasma em Portugal para branquear cerca de 50 milhões de euros ligados a uma burla do CEO. Referimos também as buscas e apreensões de equipamentos e documentação, bem como a prisão preventiva de dois arguidos, num caso que voltou a evidenciar falhas de validação e riscos de controlo interno com impacto financeiro.
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