Banco de Portugal encomenda auditoria a contratos informáticos por 108 mil euros

Banco de Portugal encomenda auditoria a contratos informáticos por 108 mil euros
Banco audita tecnologia

Na sequência do escrutínio sobre contratação na área tecnológica, o Banco de Portugal vai rever compras realizadas ao longo dos últimos 11 anos. A análise abrange mais de mil contratos de bens e serviços informáticos e deverá identificar eventuais irregularidades num prazo de três meses.

Destaques

  • Banco de Portugal contratou a Eternamix Consulting por 108 mil euros para auditar mais de mil contratos informáticos dos últimos 11 anos.
  • A auditoria irá verificar eventuais irregularidades e resultará num relatório detalhado sobre a aquisição de bens e serviços de tecnologia.
  • O processo foi desencadeado após buscas da Polícia Judiciária em 2023 relacionadas com contratos informáticos no Banco de Portugal.

Auditoria cobre 11 anos de compras

Como avançou o Jornal de Negócios, citando o Eco, a consultora Eternamix Consulting foi escolhida para analisar mais de mil contratos relacionados com a aquisição de bens e serviços na área informática pelo Banco de Portugal.

O trabalho incide sobre compras feitas nos últimos 11 anos e culmina na apresentação de um relatório com as eventuais irregularidades detetadas. O contrato de auditoria tem um custo de 108 mil euros, acrescido de IVA.

Processo surge após buscas da PJ

A decisão surge depois de, no ano passado, o Banco de Portugal ter sido um dos alvos de buscas da Polícia Judiciária no âmbito de contratos na área informática.

Com esta revisão, a instituição procura clarificar os procedimentos de contratação num segmento sensível para a sua operação e para a supervisão interna.

Na nossa publicação anterior sobre o alerta de cibersegurança da China ao Claude Code, destacámos como a telemetria apontada pelas autoridades chinesas reacendeu dúvidas sobre transferência de dados, governação de IA e cumprimento de regras divergentes entre jurisdições. O caso foi apresentado como um sinal de pressão crescente para empresas e reguladores em Portugal reforçarem controlos e avaliação de risco quando recorrem a ferramentas tecnológicas sensíveis.

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