Portugal lança concessão de Girabolhos para reforçar produção hidroelétrica
Portugal avança com o concurso público internacional para a concessão da barragem de Girabolhos, numa operação de longo prazo ligada à captação de água e à produção de energia hidroelétrica. O projeto inclui a conceção, construção, exploração e conservação da infraestrutura hidráulica, com uma concessão prevista por 65 anos.
Destaques
- O Governo português lançou concurso internacional para concessão da barragem de Girabolhos, incluindo captação, construção e exploração para energia hidroelétrica.
- A proposta vencedora será escolhida pela contrapartida financeira mais elevada, sem preço-base definido para o processo de adjudicação.
- O contrato terá duração de 65 anos, com conclusão da construção prevista até 31 de dezembro de 2038, impactando o setor energético nacional a longo prazo.
Concurso define modelo de concessão
Como noticiou o Jornal de Negócios, o concurso público internacional para a barragem de Girabolhos já está lançado e abrange a captação de água para produção de energia hidroelétrica, bem como a conceção, construção, exploração e conservação da obra pública associada.A adjudicação será feita segundo o critério da proposta economicamente mais vantajosa. Vence a proposta que apresentar a contrapartida financeira mais elevada, sem que tenha sido definido um preço-base para o processo.
Prazo longo e impacto no setor energético
A concessão tem uma duração de 65 anos, o que enquadra o projeto como um ativo de infraestruturas com horizonte alargado para investimento e operação no setor energético português.O calendário previsto aponta para a conclusão da construção até 31 de dezembro de 2038. Isso significa que a execução da obra pode estender-se por 12 anos a partir da assinatura do contrato, prolongando no tempo o desenvolvimento de uma infraestrutura com potencial relevância para a capacidade hidroelétrica do país.
Na nossa publicação anterior, analisámos o pacote de novas travessias do Tejo em regime de Parceria Público-Privada, estimado em 5,5 mil milhões de euros, que inclui uma ponte rodoferroviária entre Chelas e o Barreiro e um túnel entre Algés e a Trafaria. O texto detalhou valores previstos, calendário (incluindo o estudo de impacto ambiental) e o potencial efeito destes projetos na mobilidade e na dinâmica de investimento em construção, engenharia e transportes na região de Lisboa.
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