Banco de Portugal aperta regras do crédito à habitação e reduz taxa de esforço máxima

Banco de Portugal aperta regras do crédito à habitação e reduz taxa de esforço máxima
Novas regras no crédito

O Banco de Portugal prepara novas restrições no crédito à habitação ao reduzir de 50% para 45% a taxa de esforço máxima aplicada aos empréstimos. A medida surge num contexto de preocupação com o aumento de operações classificadas como de risco elevado, incluindo as associadas à garantia pública para jovens na compra de casa.

Destaques

  • Banco de Portugal comunicou ao setor bancário um novo limite para a taxa de esforço máxima no crédito à habitação para endurecer as condições de concessão.
  • O supervisor admite alterações adicionais nos limites aplicáveis às carteiras dos bancos devido ao aumento dos créditos de risco elevado associados ao apoio público na compra de casa pelos jovens.
  • Uma sondagem do Jornal de Negócios mostra que 68% dos 256 leitores apoiam totalmente ou parcialmente o reforço das restrições ao crédito à habitação.

Novas regras para o crédito à habitação

Segundo o Jornal de Negócios, o novo limite está a ser comunicado pelo supervisor ao sistema bancário e não deverá ser a única alteração em preparação. O objetivo do Banco de Portugal é tornar mais exigentes as condições de concessão de crédito, procurando assegurar que as famílias mantêm capacidade para pagar as prestações mensais.

O governador do banco central já tinha sinalizado preocupação com o aumento do número de créditos considerados de risco elevado. Essa evolução é associada à garantia pública de apoio aos jovens na compra de casa, o que leva o supervisor a admitir também mudanças nos limites aplicáveis às carteiras dos bancos.

Leitores apoiam reforço das restrições

Na sondagem feita junto dos subscritores do canal de WhatsApp do Negócios, a maioria dos leitores mostra-se favorável ao endurecimento das regras. Entre 256 respostas, 139 inquiridos concordam totalmente com as medidas e 35 dizem concordar com o aperto das condições.

Do outro lado, 62 leitores rejeitam estas alterações, enquanto 20 respostas não revelam uma posição definida. Os resultados indicam apoio maioritário a uma abordagem mais prudente no mercado do crédito à habitação, num momento em que o supervisor procura limitar o risco no sistema bancário.

Na nossa publicação, analisámos a pressão persistente sobre os preços da habitação em Portugal e o forte aumento do crédito à habitação no início de 2026, apesar de sinais de abrandamento no setor. O artigo destacou ainda que a subida das taxas Euribor e a perspetiva de juros mais altos podem deteriorar a acessibilidade e condicionar a dinâmica do mercado residencial.

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