Banco de Portugal mantém previsão do PIB e vê alívio energético com acordo entre U.S. e Irão
Num contexto de incerteza sobre a normalização das cadeias energéticas do Médio Oriente, o Banco de Portugal considera positivo para a economia um entendimento entre os U.S. e o Irão. A instituição mantém a previsão de crescimento do PIB em 1,8% neste ano, embora admita que os efeitos sobre energia e operações logísticas demorem meses a sentir-se plenamente.
Destaques
- Banco de Portugal mantém a previsão de crescimento do PIB em 1,8% para 2024, sem alterações nas estimativas até 2028.
- A revisão do cenário macroeconómico limita-se a uma atualização em alta da inflação, que não deverá exceder 3,1% em 2026.
- O banco destaca a evolução dos preços da energia e da logística internacional como fatores críticos para custos industriais e competitividade da economia portuguesa.
Projeções macroeconómicas e impacto para Portugal
As projeções conhecidas na segunda-feira mantêm inalterada a previsão de crescimento do PIB em 1,8% neste ano, sem mudanças nas estimativas de crescimento económico até 2028.A atualização do cenário macroeconómico limita-se a uma revisão em alta da inflação anual, embora o Banco de Portugal admita que esta não ultrapasse 3,1% em 2026. No contexto português, a evolução dos preços da energia e da logística internacional continua a ser um fator relevante para custos industriais, inflação e competitividade da economia.
Na nossa publicação, abordámos as projeções do Banco de Portugal que mantiveram o crescimento do PIB em 1,8% e trouxeram apenas uma revisão em alta da inflação, num cenário marcado por tensão energética internacional. O texto também destacou como a menor dependência externa e o maior peso das renováveis podem aumentar a resiliência de Portugal perante choques nos preços da energia e nos custos logísticos.
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