Portugal prepara fundo soberano para investir em empresas estratégicas com financiamento de mercado
O Governo português está a avançar com a estrutura legislativa de um fundo soberano pensado para apoiar a presença do Estado em empresas consideradas relevantes. O modelo em preparação procura evitar pressão adicional sobre o Orçamento do Estado e exclui, para já, o recurso a excedentes orçamentais em redução.
Destaques
- O Governo português prepara um fundo soberano financiado via emissão de dívida pública para investir em empresas estratégicas, com gestão pelo IGCP.
- O fundo soberano visa reforçar a intervenção pública em setores sensíveis à economia e à autonomia estratégica de Portugal.
- O modelo dispensa financiamento direto do Orçamento do Estado, permitindo atuação estatal sem depender de excedentes orçamentais, agora classificados como quase inexistentes.
Estrutura legal e modelo de financiamento
Como noticiou o Jornal de Negócios, o fundo soberano agora anunciado pelo primeiro-ministro está a ser preparado há bastante tempo pela equipa do Ministério das Finanças, com o processo legislativo já num estado avançado do ponto de vista da sua arquitetura.A solução desenhada passa por financiar o veículo no mercado, através da emissão de dívida pública, para permitir entradas em empresas vistas como estratégicas ou relevantes para a soberania nacional. Essas operações de capital deverão ser organizadas e geridas pelo IGCP.
Impacto esperado na política industrial
O desenho do fundo sugere um instrumento de intervenção pública orientado para participações em setores considerados sensíveis para a economia portuguesa e para a autonomia estratégica do país.Ao afastar o financiamento direto por contribuintes via Orçamento do Estado e ao não contar com excedentes orçamentais, o modelo procura dar ao Estado margem para atuar em ativos considerados prioritários sem depender da folga orçamental, que o texto descreve como cada vez menor ou inexistente.
A criação do fundo soberano português anunciada pelo Governo foi abordada anteriormente na nossa publicação, destacando a intenção de constituir um veículo junto do IGCP para adquirir participações relevantes em empresas consideradas estratégicas. O objetivo apontado pelo executivo é reforçar a capacidade de intervenção do Estado e a autonomia em setores como banca, infraestruturas e energia, num contexto político em que também foram reiterados compromissos sobre pensões e estabilidade social.
Últimas notícias Portugal
- Forex
- Crypto